Arquitectura paisagista e jardins residenciais

As primeiras referências aos jardins residenciais


criados pelo homem surgem aquando do aparecimento das primeiras civilizações associados inicialmente a espaços de cultivo de hortícolas, árvores de fruto e outros produtos alimentícios adjacentes às residências. Com o desenrolar da história e fruto de épocas caracterizadas por estabilidade e segurança começaram a ser criados espaços de recreio e lazer, que eram entendidos como o’ paraísos na terra’ dos homens.

Com a evolução da arte de construir, tanto ao nível da arquitectura e engenharia como ao nível da paisagem natural, os jardins das moradias ou domésticos foram sendo planeados e desenhados de forma a estabelecerem uma relação mais directa com a casa, estendendo o conforto, e em alguns casos, a luxuosidades das casas para o exterior. De facto, acredita-se que os romanos terão sido os grandes impulsionadores do jardim residencial privado pela definição de pátios/jardins, ladeados por peristilos e e arcadas no ‘interior’ da casa e pela combinação de diversos elementos no jardins como plantas ornamentais, alamedas de passeios, latadas/pérgolas e elementos decorativos como estatuária e repuxos de água, entre outros.

Criar jardins residenciais


Numa primeira etapa defina a circulação, automóvel e pedonal, os espaços de estadia e lazer, os espaços de recreio activo e os espaços de contemplação, de forma a que melhor respondam às suas necessidades enquanto utilizadores primários do espaço.
Escolha plantas que se adequem às diferentes funções de cada área. Estas além do seu carácter ornamental, quando bem escolhidas, podem tornar-se também elementos estruturantes do espaço ajudando a criar diferentes pontos de vista e um jardim com surpresas a cada canto. Pelo seu carácter escultórico, certas plantas são óptimos elementos para construir um espaço de contemplação vivo. Divisórias, espelhos de água e decoração ajudam também adornar tanto os espaços de estadia como os de contemplação.

Circulação


Na circulação é muito importante a escolha de pavimentos duradouros e adequados ao tipo de uso. Se necessita de um caminho e zona de estacionamento para o seu carro opte por um pavimento resistente o suficiente à carga/peso do automóvel, a calçada em microcubo de granito é uma boa opção pela sua resistência mecânica e reduzida manutenção. Evite a utilização de gravilha, grelhas de enrelvamento ou mesmo lajetas sobre relvado, pois vão revelar mau desempenho. Já para os caminhos pedonais, as lajetas, sejam elas em pedra ou betão, podem revelar-se uma boa opção pelo seu potencial em se integrarem harmoniosamente com o jardim, desde que bem planificadas e ajustadas ao espaço.

Espaços de Estadia e Lazer


Nestas áreas é onde normalmente se define uma zona de refeições pavimentada que apresenta uma relação directa com a sala de estar e/ou cozinha. Pode ser pavimentada com os mais diversos materiais, desde pedra e cerâmicos, mais adequados a zonas mais ensombradas, até aos decks de madeira para zonas mais solarengas. Devem ser complementadas com a presença de elementos que providenciem sombra como pérgolas e/ou árvores e por elementos com um carácter mais decorativo como canteiros de arbustivas e herbáceas, mobiliário, vasos, entre outros.

Estadia e lazer Espaços de Recreio


Normalmente são caracterizados por serem áreas mais amplas e direccionadas à possibilidade de praticar actividades físicas, como jogar é bola, correr, saltar e demais actividades ao gosto dos mais jovens. Normalmente definidos por uma área relvada podem também incluir elementos de água como a piscina, a qual não só potencia a prática de exercício mas também traz vantagens aos nível da regulação da temperatura ambiente e constitui um elemento cénico de contemplação que valoriza a moradia e o jardim.

Privacidade e vegetação


Nos jardins residenciais, a segurança e privacidade são elementos importantes e portanto devem carecer de especial atenção num projecto de Arquitectura Paisagista, especialmente se a sua moradia estiver exposta ao ruído sonoro e visual indo do exterior. Neste sentido pode recorrer somente à utilização de materiais inertes como vedações metálicas ou muros, ou então pode recorrer à utilização combinada de vedações e vegetação que vão certamente tornar a sua casa e jardim mais convidativos e fluídos.
Uma opção é, por exemplo, utilizar sebes vivas para delimitar a propriedade, como o Teixo, Taxus baccata ou o Azereiro, Prunus lusitanica, uma vez que estas são espécies ‘sempre verdes’ de crescimento moderado que requerem menos manutenção que outras vulgarmente utilizadas no jardim, como os ciprestes e cedros.

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